
È um facto mais que sabido que, no nosso País os gestores públicos, têm vindo a ser premiados anualmente com somas astronómicas pelo mau desempenho que prestam.
Já esta semana o deputado municipal Miguel Xara Brasil aqui neste texto chama a atenção para a responsabilização política relativamente ao estrondoso aumento da divída pública.
Hoje o meu amigo e ex-colega Fernando Castelo aqui neste texto aborda igualmente de forma abslutamente contundente, quase letal o mesmo assunto da questão da responsabilização pela deficiente gestão pública que temos sido totalmente espectadores nos últimos anos.
Não há dúvida que a impunidade e a morosidade da justiça a par da elevada complexidade burocrática, são factores mais que impeditivos para que essa responsabilidade seja quantificada e susceptível de ser legalmente punida. Nem tão pouco interessa ao decisor que tais medidas sejam implementadas num quadro jurídico legal, em virtude de o afectar directa ou indirectamente. Assim , é muito mais SEGURO, agir dolosamente sabendo que não poderá ser-lhe aplicada qualquer tipo de responsabilidade legal agregada a essa performance desastrosa.
Os valores éticos e morais que não proliferam na nossa sociedade deveriam de ser obrigatóriamente incutidos aos alunos nas escolas e leccionados por quem na prática se pauta por tais boas práticas. Diz-se que o Estado é uma pesoa de bem! Pois, eu digo que não tem sido, nem se aproxima de tal categoria! Agora se nós todos tivéssemos intrínsecamente um valor essencial que se denomina sentido de estado, talvez a responsabilização política ligada à causa pública viesse a suceder naturalmente.