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domingo, 5 de setembro de 2010

O MAU ESTADO SOCIAL



Seria este o título que escolheria se tivesse que atribuir um título a este artigo.







Cinco milhões de portugueses vivem do dinheiro do Estado.Impostos e descontos para Segurança Social só chegam para pagar salários e prestações sociais.

ALEXANDRA FIGUEIRA (Hoje 05.08.2010) JORNAL DE NOTÌCIAS



"É metade da população: cinco milhões vivem do Estado. Na maioria, porque trabalharam a vida toda e se reformaram, ou estão na Função Pública; outros porque têm subsídios. Mas depois de pagos salários e prestações sociais, pouco sobra para o Estado investir.
Num país como Portugal, com um "Estado social", nem Miguel Beleza nem Eduardo Catroga ficam surpreendidos com facto de mais de cinco milhões de pessoas - quase metade da população - viverem do orçamento público. Na esmagadora maioria, são pessoas que beneficiam dos descontos feitos ou que recebem um salário, por serem funcionários públicos. Mas os dois antigos ministros das Finanças olham para o buraco das contas públicas e o fraco crescimento da economia e asseguram que o caminho é insustentável.
Agora que se escreve o Orçamento de Estado para 2011, que números estão na secretária do ministro Teixeira dos Santos? A começar, os cerca 3,5 milhões de reformados, sobretudo da iniciativa privada, mas também do Estado. São cada vez mais, vivem cada vez mais tempo e são suportados por cada vez menos trabalhadores (agora há menos de cinco milhões de pessoas empregadas).
Em segundo lugar surgem os funcionários públicos, que se estima rondarem os 675 mil e para os quais os sindicatos reivindicam um aumento entre 2% e 3,5%, para compensar a inflação.
Seguem-se as 390 mil pessoas que, em Julho, tinham Rendimento Social de Inserção, um subsídio social, dado mesmo sem descontos para a Segurança Social.
Pelo contrário, só quem fez descontos é que recebe fundo de desemprego e, em Julho, eram 352 mil as pessoas nestas circunstâncias (cerca de metade dos desempregados). Havia, ainda, 105 mil a receber subsídio de doença.
Cinco milhões a tirar o sustento do Orçamento de Estado é viver "à custa" de quem paga impostos? Não e sim. Na maioria, as pessoas trabalham ou fizeram os descontos necessários para agora receber uma pensão ou subsídio.
Mas, justas ou não, as despesas têm um peso avassalador no Orçamento e contribuem para que, todos os anos, o Estado gaste mais do que ganha e se endivide, atirando para as gerações futuras a responsabilidade de pagar a conta. Tal como com as parcerias público-privadas e as empresas públicas, cujos compromissos têm que ser saldados pelos portugueses.
Economia a crescer é solução
Eduardo Catroga traça o panorama: "Salários e prestações sociais são iguais às receitas fiscais e da Segurança Social". Ou seja, a grande fonte de receitas públicas esgota-se nas duas despesas. E fica a faltar tudo o resto: equipamentos sociais, infra-estruturas, saúde, educação, transferências para municípios e regiões autónomas... e os juros da dívida que o Estado acumulou. "Aumentámos a despesa de forma desmesurada", garante Catroga.
Neste panorama, como reduzir o défice? "A margem de manobra é pouca" em Portugal, e a Europa tem mesmo discutido "a capacidade da economia em manter o modelo social", disse Miguel Beleza. Portugal só teria dinheiro para pagar o modelo do "Estado social" se a economia crescer 2% ou 3%, acrescentou Catroga. Ambos apontam o crescimento económico como a melhor forma de controlar as contas públicas, mas as perspectivas de que tal aconteça não são animadoras. Não há "uma saída fácil", reconhece Beleza, admitindo, a par de Catroga, um corte nos salários da Função Pública. Essa hipótese tem sido descartada pelo Governo. "

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Mamões e manhosos

Porque penso que, cada vez mais, é preciso acordar consciências e que estas possam sair do estado latente de apatia e indiferença, sobre o que se passa bem nas nossas "barbas", passo a transcrever um artigo do Francisco Moita Flores sobre o estado das coisas...

Moita Flores

"A novela Carlos Queiroz é uma excelente imagem do País que somos. Aquele País que se enverniza com lantejoulas brilhantes mas que é cavernícola, mesquinho, capaz de devorar uma tribo de antropófagos.
Depois de uma triste campanha no Mundial da África do Sul, que revelou um seleccionador medroso, incapaz de aproveitar os talentos de que dispunha para fazer Portugal ir mais longe, chegou a hora dos ajustes de contas.
O trabalho do seleccionador da mama, jogo calculista, à defesa, foi aquilo que se viu. Quando foi a sério, a táctica da mama foi feita em pedaços e a selecção regressou com o rabo entre as pernas.
A mama, a matriz do patético guião táctico, falhou, e, como sempre, ganhou o Mundial quem mais arriscou, quem foi mais audaz, quem se atirou à luta com a generosidade dos heróis.
Soube-se, depois, que Carlos Queiroz deixou atrás de si um rasto de sinais agressivos que foram de cenas de pancadaria a insultos a eito.
Fico-me por aqui no que respeita ao seleccionador porque, de repente, surgiu outra fauna.
Os dirigentes desportivos, que, em vez de dizerem ao homem: Vamos fazer contas que o senhor não serve!, Não tiveram a coragem de ser porta-vozes do que o País inteiro pensava.
Assumiram-se manhosos e calculistas e decidiram queimar o seleccionador em lume brando com processos disciplinares sucessivos, ou seja, com moções de censura em cadeia.
Qualquer governo cairia à primeira. Aqui não cai ninguém.
Nem quem joga à mama nem quem gere o futebol com manha. E aí estamos outra vez perplexos. Às portas do Europeu.
Enquanto se lixam jogadores de elite e adeptos entusiasmados, pois percebem que a esperança de vitória mora longe, mamões e manhosos vão-se governando à custa da imundície que eles próprios criaram.
Porém, a tragédia maior nem é esta.
Bem pior é sabermos que o aparelho de estado está cheio disto.
Mamões e manhosos preocupados com os seus umbigos e podrezinhos pessoais e nas tintas para os destinos do país.
O caso da Federação de Futebol é apenas um visível exemplo da grave crise de valores morais que atravessa o país. Bem mais grave do que a crise financeira."

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

A Família


Sem dúvida, será a família o elo mais importante e é nela que se concentram todas as esperanças e todos os valores intrínsecos à vivência do ser humano como individuo, quer no que se relaciona com a construção do seu próprio carácter, quer como parte integrante da sociedade.

Por isso não posso deixar de mencionar os dados ontem divulgados pela APAV (Associação de Apoio à vítima) os quais revelam que em 10 anos foram registados 1121 crimes sexuais contra menores! E na sua maioria, cerca de 708 ocorreram no seio da própria família! Salientando ainda que, a maioria das vítimas que recorrem à APAV têm ente 11 e os 17 anos e são do sexo feminino.

Isto só representa uma pequena cifra negra do que ocorre actualmente no nosso País! São os casos conhecidos, o que me interrogo é sobre os que se desconhecem??? Quem protege estas crianças??? Ninguém!

Alguém disse ainda à pouco tempo a propósito dos fogos florestais “Somos realmente um País de pedófilos, incendiários, corruptos e ladrões.”

Já não vou tão longe, mas que representa um situação deplorável, representa! Nós os cidadãos comuns também somos responsáveis por isto! Temos deveres perante estas crianças e com todas as outras.. São o futuro! Delas irá depender a boa ou má conduta do País e do mundo!

Começarmos por não ser permissivos na punição destes infractores.

Apelo às Mães deste País que se unam para zelar por todas as crianças, pode acontecer no nosso prédio, na nossa rua no nosso bairro! Forçar a Assembleia da República a encontrar vontade política de rever a legislação que actualmente permite a impunidade e é vergonhosa!

Temos o dever de denunciar os infractores, custe a quem custar, e isso passa pela própria família que congrega em si a obrigação de proteger as suas crianças em 1º lugar e só depois os restantes elementos.

A sociedade civil tem essa obrigação pelo menos! Por nós, e acima de tudo pelas CRIANÇAS!

Consulte o site da APAV :
http://www.apav.pt/portal/
Veja como pode participar dando a sua opinião na sessão de debate sobre a melhoria dos direitos das vítimas de crimes e de violência a ocorrer pelas 15h do próximo dia 7 de Setembro nas instalações da sede da APAV em Lisboa.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

RATAZANAS- II






Solicito a vossa especial atenção para a leitura do post acima, do blogue do meu caro amigo Vítor Peixoto.


Já no final do passado mês de Março p.p, redigi um post alusivo às RATAZANAS que por aquela altura, se lembraram de emergir das catacumbas e atazanar alguns dos cidadãos deste Concelho.

Pelos vistos o calor que se tem sentido neste Verão quente, está a provocar-lhes o mesmo efeito!

Ora muito bem, lanço aqui o repto de se aproveitar a época de saldos, que as finanças não estão para devaneios, e investir na aquisição de par de botas cardadas daquelas que até parece que a sola terá sido feita na antiga Lisnave, e à falta de melhor instrumento utilizá-las para espezinhar as ditas cá em cima, à luz do dia!

Aqui a tarefa árdua é fazer com que elas próprias se denunciem...

A meu ver, só o que pesa aqui é o factor tempo, mas com muita paciência e persistência, não há impossíveis!

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Pink Floyd-Another Brick In The Wall Lyrics

ACABAR COM OS CHUMBOS????

De degradação em degradação o ministério da Educação vai produzindo intenções e decisões impensáveis. Agora o facilitismo vai ao ponto de colocar em cima da mesa a extinção dos "chumbos".

Incrivel ! Para resolver o problema de uma vez por todas por que não acabar com os estudos? Há por aí um "engenheiro" que sabe como isso se faz...

Isabel Alçada quer acabar com os chumbos? Não! Isabel Alçada quer acabar com o Ensino e, pelo caminho, quer assassinar o futuro de Portugal.

Acabar com os chumbos implicará a entrada no mercado de trabalho e mais cedo (sem saberem absolutamente nada), um grande numero de gente jovem e iletrada? Mesmo havendo chumbos existem iletrados aos pontapés e ainda querem pôr mais a circular? Por causa dos CUSTOS???? Estão todos doidos ou esqueceram de me avisar?

sexta-feira, 16 de julho de 2010

No Reino da Marmelada!



Só para que conste, e antes que venham aí alguns jurar a pés juntos que fazem marmelada de Odivelas, (com os ditos marmelos é claro), desde pequeninos...


Poucos porventura se lembram da antiga "Casa da Mamelada" de Odivelas, que hoje é uma florista, uma das últimas pessoas desta Terra de Oportunidades a confeccioná-la e em grandes quantidades anos a fio naquela casa porque se vendia bem, era a Tia Elisa, que por acaso era tia do meu pai!

Agora, se não era uma receita conventual, se não era legitima porque não era branca ou preta ou lá a côr que lhe queiram dar, são tudo balelas de quem não tem a mínima noção das tradições desta terra!

Mais, até admito que as freiras fizessem mesmo essa modalidade de marmelda branca porque leva o dobro do açúcar para compensar a falta do marmelo que é um fruto de época! Agora, daí a convencionar-se como doce tradicional do Concelho de Odivelas! Convenhamos, daqui a pouco estaríamos a ser processados pelas Associações de luta contra a diabetes...

Até a Confeitaria da Ajuda, há bastantes anos a esta parte, apresenta para comercalização uma marmelada meia avermelhada aos quadros que denomina como "Marmelada Tipo Odivelas".
Por isso, vamos lá a ter bom senso e chamar as coisas pelos verdadeiros nomes!
Hoje em dia se desejarem Marmelada de Odivelas, ponto de venda conhecido e divulgado, é na Pastelaria Faruque!