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sábado, 24 de março de 2012

Cultura? Sim, e muita!

Portugal praticamente perdeu a independência para a União Europeia, temos uma economia miserável, estamos constantemente na cauda da Europa e pelo andar da carruagem, corremos o sério risco de perdemos, o que a meu ver para nós é o mais valioso, a nossa própria identidade cultural.

Portugal e os portugueses precisam de conhecer a sua história, boa ou má, é ela que nos define perante o mundo, e se nos desligarem dela, perdemos algo que nos confundirá definitivamente com outro povo qualquer ou até com uma província espanhola.

A cultura é a alma de um povo. Um povo sem cultura é um povo alienado, dominado e morto. Um povo sem identidade baseada na sua história não desenvolve, não tem raízes, não tem argumentação, não tem alma e é facilmente dominado por outro povo.

Por isso cada lugar, cada comunidade deverá zelar pela sua identidade, interagindo culturalmente com a população e tudo fazer para não apagar os vestígios das suas origens e das suas gentes! Isso também é um verdadeiro exercício de cidadania!

quinta-feira, 22 de março de 2012

O Cortejo Real em Odivelas

No próximo Domingo dia 25 cerca das 10h e 30m, da manhã iniciar-se-à um cortejo real (homenagem a D. Dinis) à entrada de Odivelas, na rotunda junto à escola Avelar Brotero. Cerca de 100 figurantes, integrarão o cortejo.

À cabeça do cortejo suas Magestades, EL-REI D. DINIS e a RAINHA SANTA ISABEL, montados em belos cavalos. O Bispo de Lisboa, e toda a corte vão a seguir. Mais atrás, como sempre, os populares.

Não faltará a figura do bobo, sempre presente nestas ocasiões, para divertir a Corte.

El-Rei nos dirá, o que o trouxe a Odivelas.

O percurso: Rua Guilherme Gomes Fernandes, Av.ª D. Dinis, Rua Dr. Manuel Simões Gomes Coelho,
Rua do Espírito Santo, Rua do Neto,Rua Guilherme Gomes Fernandes (voltamos a entrar nesta rua),

Não falte!



domingo, 18 de março de 2012

Mais do mesmo? Não obrigado!


Nesta Odivelix, no que à liderança deste munícipio diz respeito presentemente só há uma de duas coisas a fazer, ou se adormece no sofá  e se deixa tudo para mais do mesmo, ou se começa a fazer alguma coisa para acabar com isso e já! E é nas alturas de crise que renasce nas pessoas um espírito arrojado para alterar todas as situações menos boas... é por aí o caminho!

" Portugal não é um País, é só um sitío e mal frequentado..." - Teremos que contrariar esta tendência...




quinta-feira, 8 de março de 2012

JR (Jei Are)

Há quem diga que a vida é uma sucessão de momentos felizes, que nós gostamos de ir recordando para esquecer os que foram menos bons!

Vou tentar fazer um exercício mais ou menos semelhante e expressar aqui o que é perder uma amigo verdadeiro!

Sim, verdadeiro! Daqueles que se importam mesmo, se estamos bem ou mal de saúde, se gostamos da comida, da surpresa, ou pura e simplesmente para nos dizer que podemos sempre contar com eles! E estes, logo estes, não deveria ser permitido perdê-los desta forma! Mas perdemos! Primeiro batalhas e depois guerras até que se instala uma espécie de rendição latente que nos transporta para uma zona onde nada se finda…

As conversas, as cumplicidades que se descobriam, o estreitar de laços que nos prendem à própria vida e uns aos outros … esses momentos,  estão lá suspensos naquele tempo… rimos muito, inventámos ainda mais, e vivemos bem. Muito bem! Pelo menos tínhamo-nos, na razão de uma mata outro esfola, um cai o outro ajuda-o a levantar-se! O Bispo dos Algarbes, a Princesa do Medronho e a Condessa de Odivelas …

Noutra ocasião fomos os Mijas, sim porque tudo servia para simbolizar a coesão destas três aves raras… Muito bom! Foi tudo bom! E todos sabíamos isso… Quando as amizades se constroem e se solidificam desta forma serão eternas, essas não acabam nunca!
O meu amigo JR, que aparecia de trotinete para tomar um café connosco na Doca Pesca, que quando ia fazer uma viagem a um novo País ou cidade, antes de lá chegar já conhecia, e que sabia tudo sobre tudo, adorava astronomia, a família e sobretudo a vida, desistiu esta noite!

Diz-se que, quando certas pessoas morrem é mais uma estrela que temos no céu a zelar por nós! De certeza que já tenho algumas mas a partir de hoje eu e a minha Maria Helena teremos uma muito especial, que continuará a brilhar para nós como um farol! Psst! Psst! Até um dia destes companheiro! Beijolas nas testolas!

quinta-feira, 1 de março de 2012

Meditação ou Observação?

Peço desculpa, pelo longo período de meditação...
Mas vai valer a pena...
"I'll be back soon with another cartoon!"

sábado, 18 de fevereiro de 2012

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

O Amor Acontece

“O amor com hora marcada pode ser uma coisa muito maçadora, a não ser que se tropece num pedaço de mau caminho.

Sempre que os primeiros raios de Sol mais quentes começam a despontar depois de um Inverno frio, rigoroso e cheio e chuva, dá-me um ataque de romantismo: desato a ler Dostoievsky, a ouvir Dean Martin e só me apetece apanhar o avião para Paris ou Roma e passar os dias a passear de mão dada, as tardes numa esplanada a beber cappuccinos ou a lamber gelados e as noites a namorar.
O grande problema é que, para fazer isso tudo, é mesmo preciso um namorado, ou, quanto muito, um candidato a tal, ou ainda, para quem goste da modalidade, um ex querido e simpático. O que não é boa ideia é fazer isso com um amigo com intenções românticas ou vice-versa; um amigo é um amigo, uma aventura é uma aventura, um marido é um marido e, quanto a isto, não há volta a dar. Portanto, em caso de apanhar o avião com alguém, convém saber quem é esse alguém na nossa vida e que espaço ocupa no nosso coração. Em caso de dúvida, mais vale ir com uma amiga despachada, cosmopolita, poliglota e com notável sentido de orientação.
O dia de S. Valentim, mais uma invenção norte-americana que veio para ficar tal como a fast food e os ténis Nike, não passa, afinal, de um pretexto para: 1. uma pessoa se sentir compelida a gastar dinheiro num presente parvo e inútil para a sua cara metade; 2. uma pessoa ter de organizar um jantar romântico dentro ou fora de casa, que inclua menu afrodisíaco, uma rosa e um passeio ao luar; 3. uma pessoa se sentir obrigada a, nessa noite em particular, fazer o amor, segundo a expressão utilizada por uma dessas minhas amigas com quem é óptimo viajar porque, sendo hospedeira, conhece o globo quase todo de trás para a frente.
O amor com hora marcada pode ser uma coisa muito maçadora, a não ser que uma pessoa tropece inesperadamente num pedaço de mau caminho que, de repente, lhe segrede ao ouvido: «Daqui a meia hora em minha casa». Se for programado para um determinado dia, qual reunião de trabalho, perde logo 90% do élan: lá se vai a espontaneidade toda, que é um dos condimentos que mais sal - e pimenta - trazem ao acto amoroso.
O amor imagina-se mas não se programa, deseja-se mas não se pede, sonha-se mas não se exige. Ou seja, o amor acontece e quando acontece é quase sempre quando não estamos à espera. Aquela velha máxima que diz quem espera sempre alcança não se aplica nem ao pagamento de impostos nem ao amor. No primeiro caso, esperar é a pior opção e, no segundo, também não garante o sucesso desejado. Mais vale desejar o melhor sem esperar nada e, sobretudo, não ficar à espera quando aquele estupendo que prometeu convidar-nos para jantar um dia destes, afinal, não tinha gravado o nosso número de telemóvel no telemóvel dele. Os homens são muito claros - querem ou não querem. E quando querem é logo dali «a meia hora, na minha casa ou na tua».
Uma queca adiada é uma queca não dada: há um momento certo para tudo na vida, o chamado timing e por isso o melhor é rezar para que os dois timings se acertem, ainda que não seja no dia de S. Valentim, o tal dia mais parvo do ano, durante o qual temos de fingir que estar apaixonado é bestial. O amor acontece sempre, é só uma questão de fé e de tempo. E felizmente o ano tem mais 364 dias.”

(Margarida Rebelo Pinto)